domingo, 20 de setembro de 2015

UM PURO AMOR


                   Há muito não escrevo, mas, por favor, entenda que esse silêncio vem das palavras que são mais altas que a minha própria voz. Esse silêncio vem de tantas frases que não me foram possíveis dizer e se foram acumulando até serem tantas ao ponto de perderem o seu sentido.
                  Meu silêncio vem de tudo que deveria ter dito e não disse, vem de noites insones e dias inquietos que me fiz mais forte que a necessidade de ligar e dizer tudo o que me vem no coração.
                   Meu silêncio nasce para não magoar. Por que mesmo palavras de amor como as que eu guardo, podem feri os ouvidos e o peito de quem não as quer ouvir, que não aceita o sentimento que o dedico.
                  Enfim, o meu silêncio é o carcereiro do amor que não posso entregar. No entanto poesia é liberdade e por isso me faço poeta, me visto com essas letras e com essas asas e pulo no abismo sem medo de cair.
                  Canto então o meu amor para quem quiser ouvir, mesmo que ninguém entenda o que estou a dizer. Simplesmente canto o meu amor a ti que povoa os meus sonhos, que me faz mais forte a ti que amo em meu silêncio.
                  Amo, amo de um amor sem igual que vem transformando-se com o tempo. Esse amor foi invencível, lutaria, enfrentaria qualquer coisa, qualquer um. Esse amor foi loucura de querer ser eterno. Esse amor foi ciúme que o destruiu. Esse amor foi medo e eu tive que vê-lo parti. Hoje esse amor é apenas amor, puro, simples vestido de amizade. Hoje esse amor é apenas cuidado.

                  Eu te entrego esse amor às escondidas. Com um olhar mais terno, com o meu silêncio, com o meu respeito. Mesmo que você não queira, mesmo que você não perceba. Ele é apenas um puro amor e é teu.

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